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Candidatos que chegam no início do período eleitoral sem pesquisa de diagnóstico vão tomar as primeiras decisões de campanha baseados em achismo

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    Hashdata
  • há 5 dias
  • 6 min de leitura

O período eleitoral tem uma característica que o distingue de qualquer outra fase de uma campanha: cada decisão tomada nas primeiras semanas custa mais para corrigir do que teria custado tomar corretamente desde o início.

A narrativa lançada na primeira semana vai moldar a percepção do candidato no eleitorado por semanas. O orçamento alocado nos primeiros dias vai para onde a equipe decidiu investir, não necessariamente onde os dados indicariam. A comunicação que vai ao ar nas primeiras semanas alcança o eleitorado com uma mensagem que pode ou não corresponder ao que o eleitorado está disposto a ouvir.

Candidatos que chegam ao início do período eleitoral sem pesquisa de diagnóstico tomam todas essas decisões baseados em achismo. E achismo, por mais experiente que seja a equipe, é uma aposta disfarçada de estratégia.


O que é achismo em contexto eleitoral


Achismo não é sinônimo de ignorância. Em contexto eleitoral, achismo é o processo de tomar decisões estratégicas com base em percepção, experiência anterior e consenso interno da equipe, sem verificação sistemática com o eleitorado real.

Uma equipe experiente de marketing político pode ter achismos muito sofisticados. Pode articular com precisão por que acredita que determinada narrativa vai ressoar com o eleitorado. Pode justificar com exemplos de outras eleições por que determinado território deveria ser priorizado. Pode apresentar argumentos coerentes para cada decisão que toma.

O problema não é a ausência de argumento. É a ausência de verificação. O argumento, por mais sofisticado que seja, reflete o que a equipe projeta sobre o eleitorado. A pesquisa revela o que o eleitorado pensa sobre si mesmo.

Essas duas coisas coincidem às vezes. Divergem com muito mais frequência do que qualquer equipe gosta de admitir.


Quais decisões são tomadas nas primeiras semanas e por que elas importam tanto


As primeiras semanas do período eleitoral concentram uma proporção desproporcional das decisões estratégicas mais relevantes de toda a campanha.

A escolha da narrativa central é a primeira e mais importante. Qual é a história que esta candidatura vai contar? Esperança de futuro, continuidade do que está funcionando, ruptura com o que está errado, superação de desafios: cada uma dessas narrativas ressoa de forma diferente dependendo do humor do eleitorado naquele momento específico. E o humor do eleitorado só é verificável com pesquisa.

Uma campanha que escolhe narrativa de continuidade num eleitorado que está majoritariamente insatisfeito com a gestão atual está remando contra a corrente desde o primeiro dia. Uma campanha que escolhe narrativa de ruptura num município onde a gestão atual tem 70% de aprovação está descartando a principal vantagem disponível.

Sem pesquisa de diagnóstico, a escolha da narrativa é feita com base no que a equipe acredita que o eleitorado quer ouvir. Com pesquisa, é feita com base no que os dados revelam sobre o estado emocional real do eleitorado.

A definição dos territórios prioritários é a segunda decisão crítica das primeiras semanas. Onde concentrar o esforço de campo, onde intensificar a presença do candidato, onde investir mais em comunicação local: essas decisões determinam como o orçamento limitado de qualquer campanha vai ser alocado.

Sem pesquisa, a alocação territorial é baseada em percepção de força, em histórico de eleições anteriores e em onde os cabos eleitorais têm mais contatos. Com pesquisa, é baseada em dados atuais de intenção de voto e rejeição por região, que revelam onde existe potencial real de crescimento e onde o teto já está comprimido.

A segmentação da comunicação é a terceira decisão crítica. Qual mensagem para qual público, em qual formato, com qual frequência: essas escolhas determinam se a comunicação vai chegar ao eleitorado que ainda pode ser conquistado ou vai saturar o eleitorado que já está convencido.


O que o diagnóstico revela que nenhuma outra fonte revela


A equipe de campanha tem acesso a múltiplas fontes de informação sobre o eleitorado. Lideranças locais, cabos eleitorais, percepção do candidato nas ruas, resultados de eleições anteriores, engajamento nas redes sociais.

Cada uma dessas fontes tem valor. Nenhuma delas substitui o que uma pesquisa de diagnóstico entrega.

Lideranças locais falam com o eleitorado que já está alinhado com elas. O eleitorado que não frequenta as mesmas redes de influência dessas lideranças é invisível para elas. O relato que chega à coordenação de campanha é sistematicamente enviesado para o lado que confirma o que as lideranças querem acreditar.

Cabos eleitorais relatam o que percebem nas suas redes de contato, que são geograficamente e socialmente concentradas. O eleitor da zona rural que não tem relação com nenhuma liderança conhecida pelo cabo eleitoral não aparece nos seus relatos.

Resultados de eleições anteriores refletem um contexto diferente, com candidatos diferentes, num eleitorado que mudou. O que funcionou na eleição anterior pode não funcionar nesta por razões que só aparecem nos dados atuais.

Engajamento nas redes sociais captura o eleitorado que usa redes sociais e que se interessa pelo conteúdo do candidato. É um recorte muito específico do eleitorado total, enviesado para perfis mais jovens, mais urbanos e mais engajados politicamente.

A pesquisa de diagnóstico é a única fonte que ouve o eleitorado inteiro, de forma estruturada, com amostra representativa de todos os perfis relevantes, incluindo os eleitores que não têm liderança, que não usam redes sociais e que o cabo eleitoral nunca vai alcançar.


O custo específico de cada decisão tomada sem diagnóstico


Cada decisão tomada com base em achismo nas primeiras semanas tem um custo que só aparece quando os dados chegam mais tarde, geralmente numa pesquisa de acompanhamento feita depois que o orçamento das primeiras semanas já foi gasto.

Narrativa errada para o estado emocional do eleitorado: semanas de comunicação produzida, veiculada e paga que não gerou a ressonância esperada. Corrigir a narrativa no meio da campanha tem custo adicional e sinaliza inconsistência para o eleitorado que percebe a mudança de tom.

Alocação territorial incorreta: orçamento de campo e de mídia concentrado em regiões que não eram as mais promissoras para crescimento. O recurso que poderia ter sido investido onde o potencial era real foi gasto onde o teto já estava comprimido.

Segmentação equivocada: comunicação direcionada para o segmento errado do eleitorado. O público que recebia a mensagem não era o público com maior potencial de conversão. O público com maior potencial de conversão não foi alcançado.

Cada um desses custos é mensurável em retrospecto. Mas nenhum deles é recuperável dentro do prazo de uma campanha eleitoral.


Como o HashData viabiliza o diagnóstico antes do início da campanha


O principal argumento para não fazer pesquisa de diagnóstico antes do início do período eleitoral é o custo e o tempo. Pesquisa parece cara e demorada quando a campanha ainda está sendo estruturada e os recursos são limitados.

O HashData reduz esse obstáculo de forma concreta. O formulário de diagnóstico pode ser configurado em horas a partir dos modelos prontos disponíveis na plataforma, com os quatro blocos essenciais já estruturados na sequência metodológica correta. A calculadora amostral em survey.hashdata.app/calc-amostral calcula automaticamente o número de entrevistas necessárias para o eleitorado do município, com o fator de correção para populações finitas já aplicado.

Os pesquisadores acessam o aplicativo no smartphone, iOS ou Android, e iniciam a coleta imediatamente após a publicação do formulário. Em municípios de médio porte com equipe de campo disponível, a coleta pode ser concluída em 48 a 72 horas.

Os dados chegam em tempo real conforme as entrevistas são submetidas. Os gráficos são gerados automaticamente. Os cruzamentos por região, sexo e faixa etária ficam disponíveis com um clique assim que a coleta encerra. O relatório exportado em Word editável pode ser apresentado à equipe de campanha no mesmo dia em que o campo encerra.

Do início da configuração ao relatório entregue, o processo pode ser concluído em menos de uma semana. Um prazo que, com o período eleitoral prestes a começar, ainda é viável para campanhas que decidirem agir agora.


O que separa uma campanha que decide com dados de uma campanha que decide com achismo


A diferença entre uma campanha que tem diagnóstico e uma campanha que não tem não é a diferença entre campanha profissional e campanha amadora. É a diferença entre campanha que sabe o que está fazendo e por quê, e campanha que acredita saber mas não verificou.

Campanhas com diagnóstico tomam as mesmas decisões que campanhas sem diagnóstico: escolhem narrativa, definem territórios, segmentam comunicação. A diferença é que fazem isso com base em evidência verificável, não em percepção coletiva da equipe.

Quando a decisão baseada em dados está errada, é possível identificar onde o diagnóstico falhou e corrigir com a próxima rodada de pesquisa. Quando a decisão baseada em achismo está errada, não existe base metodológica para entender o que deu errado nem como corrigir.

Candidatos que chegam ao início do período eleitoral sem diagnóstico não estão apenas operando sem informação. Estão operando sem a capacidade de aprender sistematicamente com os erros ao longo da campanha. E campanha que não aprende com os próprios dados repete os mesmos erros até o dia da eleição.

Faça o diagnóstico antes do início do período eleitoral com o HashData: eleicoes.hashdata.com.br

 
 
 

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