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Por que pesquisa eleitoral feita com antecedência vale mais do que pesquisa feita na véspera?
Existe uma crença comum em campanhas eleitorais que inverte a lógica do valor da pesquisa: quanto mais próxima da eleição, mais confiável e mais útil. A pesquisa de véspera seria a mais valiosa porque captura o eleitorado no momento mais próximo da decisão final. Essa crença está parcialmente correta e estrategicamente perigosa. Pesquisa de véspera é precisa. Mas é inútil para o que mais importa numa campanha: tomar boas decisões antes que o resultado seja irreversível. O que

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há 6 horas5 min de leitura


Por que a zona rural decide eleições municipais e quase nenhuma pesquisa a representa direito?
Existe um paradoxo que se repete em eleições municipais brasileiras com frequência suficiente para ter nome próprio entre profissionais de campanha: a pesquisa errou. O candidato que aparecia na frente perdeu. O candidato que parecia estar fora da disputa venceu. A explicação mais comum é que a pesquisa falhou metodologicamente. Mas na maioria dos casos a pesquisa não falhou por incompetência técnica. Falhou porque não ouviu uma parte significativa do eleitorado que acabou se

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10 de ago.6 min de leitura


Por que o candidato com maior rejeição quase nunca vence o segundo turno?
O segundo turno de uma eleição tem uma lógica completamente diferente do primeiro. No primeiro turno, o eleitor escolhe entre todos os candidatos disponíveis. No segundo turno, escolhe entre dois. E essa mudança de contexto transforma um indicador que muitas campanhas tratam como secundário no fator mais determinante do resultado final. Esse indicador é a rejeição. Campanhas que chegam ao segundo turno sem ter lido a rejeição com atenção frequentemente se surpreendem com derr

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5 de ago.5 min de leitura


Você ainda acha que margem de erro de 5 pontos invalida uma pesquisa eleitoral?
Existe uma crença que circula em assessorias políticas, coordenações de campanha e até em redações de veículos que cobrem eleições: pesquisa com margem de erro acima de 4 pontos não é confiável. Margem de 5 pontos então é praticamente inútil. E qualquer resultado dentro dessa margem não pode ser usado para tomar decisão nenhuma. Essa crença está errada. E ela custa caro para as campanhas que a adotam, porque as leva a descartar dados válidos, a subestimar o valor de pesquisas

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4 de ago.5 min de leitura


Você sabia que pesquisa eleitoral feita depois do início da campanha responde perguntas que já deveriam ter sido respondidas antes?
Existe um padrão que se repete em campanhas eleitorais municipais com frequência preocupante. A campanha começa. Os primeiros materiais vão para as ruas. A comunicação é lançada. O candidato começa a agenda de eventos. E só então, semanas depois do início oficial, alguém da equipe levanta a questão: não deveríamos ter feito uma pesquisa antes de tudo isso? A resposta é sempre sim. E o problema é que nesse momento, a pesquisa que será feita vai responder perguntas que já dever

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31 de jul.5 min de leitura


Sua campanha já sabe onde o candidato é forte, onde está fraco e onde a rejeição bloqueia o crescimento? Se não sabe, agosto começa sem mapa.
O início oficial do período eleitoral está a menos de três semanas. A partir daí, a campanha começa formalmente. Os materiais vão para as ruas. A comunicação se intensifica. Os recursos começam a ser alocados com mais velocidade e menos margem para erro. E a pergunta que toda campanha deveria conseguir responder agora, antes do início oficial, é simples: você sabe onde o candidato é forte, onde está fraco e onde a rejeição já bloqueou o crescimento antes mesmo de a campanha c

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30 de jul.5 min de leitura


Você sabe quantas entrevistas sua pesquisa realmente precisa para ser confiável?
É uma das primeiras perguntas que qualquer coordenador de pesquisa eleitoral recebe de um cliente novo. Quantas entrevistas a pesquisa vai ter? A pergunta parece simples. A resposta correta é mais complexa do que a maioria espera. E a resposta errada, aquela que escolhe um número sem critério metodológico, pode comprometer toda a pesquisa antes que o primeiro entrevistador saia para o campo. O tamanho da amostra não é uma decisão arbitrária nem uma questão de orçamento. É uma

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27 de jul.5 min de leitura


Por que simular respostas antes de publicar uma pesquisa eleitoral pode evitar erros que nenhuma correção posterior resolve?
Existe uma categoria de erro em pesquisa eleitoral que é diferente de todos os outros. Não é erro de amostra, que pode ser corrigido aumentando o número de entrevistas. Não é erro de tabulação, que pode ser corrigido revisando os cálculos. Não é erro de interpretação, que pode ser corrigido relendo os dados com mais atenção. É o erro de configuração do formulário. E ele não tem correção depois que as entrevistas foram realizadas. Um campo obrigatório que ficou como opcional e

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26 de jul.5 min de leitura


Você ainda confia na palavra do entrevistador para saber se a pesquisa foi feita onde deveria ser feita?
Existe uma pergunta que todo coordenador de pesquisa eleitoral deveria fazer antes de tabular qualquer dado: como eu sei que as entrevistas foram realizadas onde deveriam ser realizadas? A maioria dos coordenadores não faz essa pergunta. Não porque seja negligente. Porque durante décadas não havia outra resposta além de confiar na palavra do entrevistador. A supervisão presencial era impossível de escalar, o papel não deixava rastro verificável e a única evidência disponível

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25 de jul.5 min de leitura


O relatório eleitoral que seu cliente quer receber e o tempo que você ainda perde para entregar
Todo instituto de pesquisa eleitoral conhece esse momento. O campo encerrou. Os dados chegaram. O cliente está esperando. E a equipe ainda está no meio do processo de tabulação, montagem de gráficos e formatação do relatório que deveria ter sido entregue ontem. Esse intervalo entre o encerramento do campo e a entrega do relatório é onde institutos perdem clientes, perdem prazo e perdem credibilidade. Não por incompetência metodológica. Por ineficiência operacional num process

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22 de jul.5 min de leitura


O que é teto de voto e por que ignorá-lo é o erro estratégico mais caro de uma campanha?
Toda candidatura tem um limite. Um percentual máximo do eleitorado que, nas condições atuais, está disponível para aquele candidato. Esse limite não aparece na intenção de voto. Não aparece na aprovação da gestão. Não aparece em nenhuma métrica de engajamento de redes sociais. Ele aparece na rejeição. E é exatamente por isso que tantas campanhas investem tempo, dinheiro e energia numa direção que os dados já indicavam ser estruturalmente limitada, sem saber que o teto existia

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21 de jul.5 min de leitura


Por que um candidato pode liderar a pesquisa e ainda assim perder a eleição?
É um dos momentos mais desconcertantes da política eleitoral. A pesquisa mostrava o candidato na frente. A vantagem parecia confortável. A campanha estava confiante. E no dia da eleição, o resultado veio diferente. A reação imediata é sempre a mesma: a pesquisa errou. Mas na maioria dos casos, a pesquisa não errou. O que falhou foi a leitura dos dados. E a diferença entre as duas coisas é o que separa uma equipe que entende de pesquisa eleitoral de uma equipe que apenas conso

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19 de jul.5 min de leitura


Rotação automática de candidatos não é detalhe técnico, é condição metodológica para uma pesquisa eleitoral confiável
Existe uma decisão de configuração de questionário que a maioria dos institutos de pesquisa eleitoral ignora ou trata como opcional. Não é a sequência dos blocos. Não é o preenchimento obrigatório. É a rotação automática da lista de candidatos na pergunta de intenção estimulada. Parece um detalhe. Na prática, é uma condição metodológica que afeta diretamente a confiabilidade dos resultados. E ignorá-la significa que os percentuais de intenção de voto que chegam no relatório j

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16 de jul.5 min de leitura


Do campo ao relatório sem papel: como a automação de tabulação está mudando a operação dos institutos de pesquisa eleitoral
Durante décadas, o fluxo de trabalho de um instituto de pesquisa eleitoral seguiu a mesma sequência. O campo encerrava. Os formulários em papel chegavam. Alguém começava a digitar. Depois vinha a organização em planilha, os cruzamentos manuais, a montagem dos gráficos, a formatação do relatório. Horas de trabalho entre o último formulário preenchido e o primeiro resultado entregue ao cliente. Esse modelo funcionou enquanto não havia alternativa. Hoje existe alternativa. E ins

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15 de jul.5 min de leitura


Você sabia que é possível acompanhar em tempo real quantas entrevistas cada pesquisador fez e em qual região enquanto o campo ainda está acontecendo?
Coordenar uma operação de campo em pesquisa eleitoral sem visibilidade em tempo real é como gerenciar uma equipe de vendas sem saber quantas visitas cada vendedor fez no dia. Você descobre o resultado no final. Mas não tem como intervir enquanto ainda há tempo. Essa é a realidade da maioria dos institutos de pesquisa eleitoral que ainda operam sem dashboard de acompanhamento. O campo acontece. Os pesquisadores saem. E o coordenador aguarda os dados chegarem para saber como fo

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13 de jul.4 min de leitura


Por que institutos sérios monitoram o tempo de resposta de cada entrevista e o que esse dado revela antes da tabulação?
Existe um número que a maioria dos institutos de pesquisa eleitoral nunca verifica antes de tabular os dados. Não é a margem de erro. Não é o tamanho da amostra. Não é a distribuição territorial. É o tempo que cada entrevistador levou para preencher cada formulário. Esse dado parece secundário à primeira vista. Na prática, é um dos indicadores mais reveladores sobre a qualidade da operação de campo. E ignorá-lo antes da tabulação é um erro que nenhuma análise posterior conseg

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12 de jul.4 min de leitura


O que acontece quando o entrevistador não vai ao campo e você só descobre depois que os dados chegam?
Todo coordenador de pesquisa eleitoral que já operou em escala conhece a sensação. Os dados chegam, a tabulação começa e alguma coisa não fecha. As respostas de um entrevistador específico são suspeitas demais. Os tempos de preenchimento estão abaixo de qualquer padrão razoável. As cotas da zona rural foram cumpridas por alguém que, quando você verifica, nunca saiu do centro da cidade. A investigação começa. E quanto mais você olha, mais fica claro que parte do campo não foi

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10 de jul.4 min de leitura


Por que série histórica de pesquisas vale mais do que uma única pesquisa bem feita?
Uma pesquisa eleitoral bem executada entrega uma fotografia. Ela mostra onde cada candidato está no momento em que as entrevistas foram realizadas, com a precisão estatística que a metodologia garante e dentro da margem de erro declarada. Uma série histórica de pesquisas entrega um filme. Ela mostra para onde cada candidato está caminhando, em que velocidade, em quais segmentos do eleitorado e em resposta a quais eventos da campanha. A diferença entre os dois não é de qualida

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7 de jul.4 min de leitura


Por que institutos sérios registram a localização de cada entrevista e o que isso muda na credibilidade do resultado?
Existe uma pergunta que todo cliente de pesquisa eleitoral deveria fazer antes de contratar qualquer instituto: como você comprova que as entrevistas foram realizadas onde deveriam ser realizadas? A maioria dos institutos não tem uma boa resposta para essa pergunta. Não porque sejam desonestos. Mas porque nunca construíram a infraestrutura que tornaria essa comprovação possível. O problema que ninguém fala abertamente Fraude de campo em pesquisa eleitoral é um problema real,

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5 de jul.4 min de leitura


O erro de questionário que faz o candidato da situação parecer mais forte do que realmente é
Existe um erro de construção de questionário eleitoral que aparece com frequência surpreendente em pesquisas municipais. Ele não é intencional na maioria dos casos. Não é resultado de má-fé do instituto nem de manipulação deliberada. É resultado de desconhecimento metodológico. E o efeito que produz é sempre o mesmo: o candidato da situação aparece com números melhores do que os que o eleitorado real sustentaria. Qual é o erro O erro é colocar a pergunta de avaliação da gestã

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3 de jul.4 min de leitura
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