top of page

O que são subgrupos e por que ignorá-los pode destruir a sua análise eleitoral

  • Foto do escritor: Hashdata
    Hashdata
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Os números gerais de uma pesquisa eleitoral descrevem o cenário. Mas é nos subgrupos que a estratégia aparece. E é também nos subgrupos que mora um dos erros mais comuns na leitura de resultados eleitorais.


O que é um subgrupo


Quando uma pesquisa eleitoral é concluída, os dados gerais mostram, por exemplo, que o candidato A tem 42% de intenção de voto no município. Esse número representa o eleitorado como um todo.

Mas o eleitorado não é homogêneo. Homens e mulheres podem ter preferências diferentes. Jovens e idosos podem avaliar o mesmo candidato de formas opostas. Eleitores da zona rural podem ter um comportamento completamente distinto dos eleitores do centro urbano.

Cada um desses grupos específicos dentro da amostra é o que chamamos de subgrupo. E a análise por subgrupos é onde as decisões mais inteligentes de campanha são tomadas.


Por que subgrupos são estrategicamente valiosos


Saber que o candidato tem 42% no geral é útil. Saber que ele tem 55% entre mulheres de 35 a 44 anos e apenas 28% entre homens jovens da zona norte da cidade é acionável.

Com esse nível de detalhe, a campanha sabe onde está forte e onde precisa trabalhar. Sabe para qual segmento direcionar qual mensagem. Sabe onde o adversário tem vantagem e onde existe oportunidade real de crescimento.

Sem a análise por subgrupos, a campanha opera com uma média que esconde realidades muito diferentes dentro do mesmo eleitorado.


O erro que destrói a análise


Aqui está o problema que ninguém conta: subgrupos só são confiáveis quando têm casos suficientes.

Quando você divide uma amostra de 400 entrevistas por sexo, você tem aproximadamente 200 homens e 200 mulheres. Cada subgrupo tem casos suficientes para sustentar conclusões confiáveis.

Mas quando você divide essa mesma amostra por região, por sexo e por faixa etária simultaneamente, as células resultantes podem ter 10, 15 ou 20 casos. E 15 casos não sustentam nenhuma conclusão estatisticamente confiável.

A regra prática é a seguinte. Acima de 100 casos, cruzamentos com boa confiabilidade. Entre 80 e 100 casos, cruzamentos com cautela. Abaixo de 80 casos, o cruzamento é frágil e não deve ser apresentado como resultado definitivo.


O erro de planejamento que causa o problema


O tamanho da amostra precisa ser definido levando em conta os cruzamentos que serão feitos depois. Esse planejamento precisa acontecer antes da coleta, não depois.

Se você sabe que vai precisar cruzar intenção de voto por cinco regiões do município, sua amostra precisa garantir pelo menos 80 a 100 casos por região. Com 400 entrevistas e cinco regiões, você terá em média 80 casos por região, no limite inferior do aceitável.

Se os cruzamentos por subgrupo são estrategicamente importantes para a campanha, aumente a amostra total antes de ir ao campo. Adicionar entrevistas depois que a coleta está concluída não resolve o problema.


Planeje sua amostra no Hahdata levando em conta os cruzamentos que você vai precisar: eleicoes.hashdata.com.br

 
 
 

Comentários


bottom of page